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PSICOPATOLOGIA

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                                                      6/10/2003 1ª Aula Prática

 

Docentes da Cadeira

-        Luísa Carrilho Regente

-        João Mendes Ferreira Docente aula prática; Discussão de casos (do DSM IV, p/ ex.)

 

 

Docentes no Miguel Bombarda

-        Isabel Fernandes

-        Maria Antónia Cunha

 

Aulas práticas no Hospital Miguel Bombarda

 

Aulas práticas a partir de Novembro (15 em 15 Dias)

 

Avaliação

 

o       Frequências ou Exame Final (75%)

o       Trabalho em Grupo (25%)

o       Nota mínima de 8 Valores

 

Assistência Obrigatória no Miguel Bombarda (Max 30% Faltas)

Relatório sobre um paciente (c/ avaliação qualitativa satisfaz/ não satisfaz; se não entregar o trabalho , o aluno é excluído)

 

Notas soltas

-        Muita matéria / Cadeira difícil

-        Estudar desde o início

 

 

                                                                                                                       

                                                                        7/10/2003 1ª Aula Teórica

 

(...cheguei atrasado...)

 

O desempenho do psicólogo clínico depende

-        Compreensão da origem das crises

-        Capacidade em explicar, aliviar, resolver, curar...

 

Níeis de an+alise

 

Descritiva

            Identifica, descreve e classifica

Compreensiva

            O que está por detrás dos sintomas

 

Etapas da evolução histórica

Pinel

Kraeplin

Freud Jaspers

Pavlov - condicionamento

Durkheim dimensão social

 

Modelos Teóricos

            Biológico

Social

Comportamental patologia da aprendizagem

Psicanalítico conflitos internos incoscientes

Cognitivista-cogniçoes distorcidas

Desenvolvimentista

Fenomenológico uma maneira alterada de estar no mundo

Existencial consequência da estranheza e do afastamento do sujeito  em relação a si mesmo

 

 

Métodos  (.... a desenvolver na próxima aula...)

 

            Clínico

Natureza Biológica

Natureza Social

 

 

                                                                                     13/10/2003 2ª Aula Prática

 

A Psicopatologia como :

 

  1. Desvio em relação ao normal

 

  1. Grau (exagerado) de determinados aspectos comportamentais

 

Ex: estar constantemente a falar sozinho

 

Qualquer traço de personalidade normal pode evoluir para uma patologia  se executado num grau exagerado

 

O normal e o patológico são concepções abstractas de um continuum . Do normal ao patológico há uma série infinita de traços/ aspectos intermédios

 

A patologia também representa o equilíbrio possível, como resposta para uma situação ameaçadora, de sofrimento, etc.

 

A patologia é simultaneamente uma modalidade de sofrimento psíquico, mas também pode representar uma resposta a esse tipo de sofrimento.

 

Porém, há que ter em consideração o contexto cultural em que surgem os sinais externos; podem não ser sinais de doença, mas revelar aspectos culturais.

Ex: Um homem catalogado como doente, que dizia que era filho de um rei do Congo, a quem foi diagnosticado esquizofrenia, tinha de facto essa origem.

 

Ex: noutras culturas os filhos são sistematicamente cuidados pelos avós, sem que isto se revele patológico.

 

  1. Dificuldades de adaptação

 

Adaptação e sobrevivência no meio, em termos de realização pessoal, crescimento psicológico, bem-estar.

 

A patologia é tanto mais grave, quanto mais incapacitante for.

Ex: um pequeno sintoma obssessivo (ex: bater na madeira quando sai de casa) pode não ser preocupante, mas também pode revelar uma estrutura patológica que poderá desencadear perturbações mais graves num futuro.

 

 

  1. Incapacidade em estabelecer relações

 

É um sinal importante.

 

Pela positiva, revela um processo inter-subjectivo, pelo qual existe permeabilidade ao meio ambiente, interagindo com ele.

 

Não confundir o estabelecimento de relação com, p/ ex, débito verborreico de palavras, em que o doente ignora o meio ambiente e, pelo contrário, está essencialmente em contacto com ele próprio.

 

A continuidade relacional, assim como a densidade/ profundidade dessa relação revela indício de saúde mental.

 

 

  1. A Qualidade da expressão afectiva

 

A capacidade de expressão dos afectos é outro factor importante.

 

Será que a pessoa fala de experiências tristes.; fica mais entusiasmada quando fala de experiências alegres?

 

A expressão dos afectos é coerente com a natureza dos afectos relatados?

 

A pessoa tem insight ? e que grau de insight tem dos seus estados interiores (que também passam pelos afectos)

 

A pessoa tem consciência do seu estado de sofrimento psíquico?

 

 

                                                                                          14/10/2003 2ª Aula Teórica

 

 

INVESTIGAÇÃO EM PSICOPATOLOGIA

 

MÉTODOS

 

Método Clínico

 

Linha de Investigação  - Estudo de casos individuais ou em grupo.

 

Técnica Entrevista clínica (observação consoante o modelo teórico do Observador

 

Métodos de Natureza Biológica

 

Linha de Investigação - Processos físicos subjacentes aos fenómenos psicopatológicos

(genética, anatomia patológica, neurofisiologia, neuroquímica, imunologia, etc..)

 

Métodos de Natureza Social

 

Linha de Investigação estudo das respostas sociais à perturbação  mental : factores  sociais de risco; efeito da mudança social sobre a psicopatologia

 

Técnica desenvolvimento da personalidade e as suas perturbações em diferentes contextos culturais, manifestação de estados psicopatológicos em diferentes culturas (a Prof. adora isto)

 

Métodos de Natureza Psicológica

 

Psicologia Experimental modelos experimentais dos estados psicopatológicos: stress, e psicopatologia privação sensorial e do sono,

 

Psicologia da Aprendizagem estudo de comportamento em relação a estímulos; condutas patológicas como resposta a aprendizagem

 

( Ciclo de vida período que medeia entre o nascimento e morte; existem determinados factores / acontecimentos que influenciam o rumo do desenvolvimento psíquico; o estudo do ciclo de vida é FUNDAMENTAL parta a compreensão plena do paciente.

Ex: num casal teria de haver o estudo de 3 ciclos de vida (homem, mulher, relação)

Sempre que há um nascimento de bebe, este é um facto influenciador da vida de casal.

Ex: morte de pais ou sogros; perda de emprego)

 

Psicologia da Desenvolvimento estudo de padrões de comportam, de pensamento e de funcionamento de acordo com diferentes etapas cognitivas (Piaget, Walon, Kolberg) e sua relação com as perturbações

 

Psicologia Cognitiva investigação da conduta patológica como distorção das estruturas cognitivas e/ ou construção  de estratégias ineficazes

 

Psicanálise evidenciar o significado  inconsciente das palavras, do comportamento e das produções imaginarias (sonho e fantasia)

Psicologia Fenomenológica e Existencial análise introspectiva e retrospectiva centrada das vivências e na existência Compreensão fenomenológica e qualidade existencial das vivências patológicas  (estudo longitudinal, tranversal e biográfica)

 

ENTREVISTAS

 

Dimensões da Entrevista

Recolha de Dados

Técnica

Estado Mental

Diagnostico

 

Níveis de Estruturação

Estruturada

Semi-Estruturada

Aberta

 

Estilos de Entrevista

 

Directiva

Semi-Directiva

Não Directiva

 

 

Técnicas de Recolha de Dados em Psicopatologia

 

  1. A entrevista

 

É um instrumento de avaliação psicológica.

Tem como objectivo obter informação para diagnóstico e para posterior processo terapêutico.

 

A Entrevista requer:

 

-        O estabelecimento de uma relação entre as pessoas

-        Objectivos pré-determinados

-        Papeis definidos entrevistador/ entrevistado.

 

  1. História clínica e observação do estado mental

 

-        Sinais e sintomas de perturbação

 

  1. Provas de Avaliação Psicológica

 

-        Testes de eficiência

-        Testes de Personalidade

-        Questionário e escalas especificas

Dimensão da Entrevista

Recolha de dados

Técnica

Estado mental

Diagnóstico

 

Níveis de estruturação da Entrevista

-        Estruturada

-        Semi-estruturada

-        Aberta

 

Estilos de Entrevista

-        Psicodinâmica

-        Descritiva

 

Tipos de Entrevista

Entrevista de Recolha de Dados (p/ apresentação de caso)

Entrevista de Historia de Caso p/ apresentação na Supervisão

            Sequencia histórico c/ processos neuróticos

            Antecedentes e desencadeantes

           

Entrevista pré e pós-Testagem

            (entrevistas de selecção)

 

Entrevista em final de Tratamento

Após internato ou em ambulatório

            Conhecer  o ponto de vista do doente em relação aos benefícios da sua alta

 

Entrevista de Pesquisa realizada com a permissão do paciente

 

 

ESTILOS DE ORIENTAÇÃO na ENTREVISTA PSICOLÓGICA

 

Psicanalítica

Centrada na psicodinâmica e nas estruturas intra-psíquicas

Centrada nas relações objectais e nas funções interpessoais.

 

Comportamental

Não considera as instâncias do aparelho psíquico (id, ego e superego)

Não valoriza a atitude empática do terapeuta

Não lida com constructos hipotéticos mas com o comportamento manifesto.

 

Cognitivista

 

Preocupa-se com a forma como ocorreram as etapas de desenvolvimento do sujeito e que aprendizagens lhe possibilitaram

Faz por vezes a síntese entre as perspectivas comportamental e psicodinâmica

 

Sistémica

Considera não haver uma causalidade linear entre o sintoma e a patologia

A psicopatologia individual desempenha um papel no funcionamento homeostático na família enquanto sistema.

 

Convém fazer um Genograma (em que se percebe as interacções familiares)

 

(ver Daniel Sampaio e José Gameiro ed. Afrontamento ... Terapia Familiar....

 

 

Entrevista Clínica

-        Maioria das regras sociais de etiqueta não é aplicável

-        Conversa centrada no paciente e predominantemente unidireccional

-        Relacionamento profissional não intima (afectividade é diferente de intimidade)

-        Limites  de tempo, lugar e frequência da interacção

 

Fases da Entrevista

-        Introdução

-        Comprovação de Hipóteses

-        Devolução ao paciente (...do que me disse , penso que..., parece que se passa insto..., etc, ...) faz com que o paciente sinta que o psicólogo esteve atento

-        Final da Entrevista

 

Guião da Entrevista

Identificação do Paciente/Genograma

Queixas

Motivo da Consulta

Informação de outros clínicos

Historia da doença actual

História psiquiátrica anterior (se houver)

Historia  medica

História social e personalidade pré-morbida

Historia familiar

Exame do estado mental

 

-----à Formulação do Diagnostico

 

 

Provas complementares de diagnostico

Electroencefalograma EEG

TAC

Testes

            Testes de Aptidão

                        Inteligência (WISC, WAIS)

                        Aptidões especificas

                        Testes de Rendimento

Testes de personalidade

                                   Projectivos

                                   Questionário

                                   Avaliação de Conduta

           

Testes utilizados em Neuropsicologia